Um monumento ferroviário
A região do Vale do Café é muito rica em história e o sul fluminense é o local certo para quem curte este tipo de roteiro cultural. Foi fazendo minhas andanças pelas montanhas cariocas que encontrei a Ponte Férrea, ou Viaduto Paulo de Frontin (Viaducto Paulo de Frontin como está grafado no mesmo), um monumento mundial que transborda história e memórias da era áurea das ferrovias brasileiras.
Construído no fim do século XIX, ele foi inaugurado em 1897 com seus quase cem metros de comprimento, para integrar a Estrada de Ferro Central do Brasil. Na época, a estrada deveria ajudar no transporte de café pelos escarpados vales da região. Até a década de 1990 a ponte férrea era utilizada, e ficaria imortalizada com a viagem do trem turístico, que foi pintado de azul fazendo um paralelo com a canção de Lô Borges.
Porém a estrada foi desativada com a crise da empresa e o fim da linha e desde então, a ponte se tornou atrativo turístico de aventureiros e loucos por selfies (já que esta, como algumas atrações do Rio, viralizou nas redes sociais). Mas o ponto turístico pode ser considerado um patrimônio mundial, já que sua estrutura de ferro trazida da Bélgica (referência na época na fundição de estruturas ferroviárias) forma uma obra prima que dizem ser a única estrutura de pé no mundo.
Seja qual for seu roteiro, quando for a Miguel Pereira, vale a pena conferir esta construção que impressiona a todos que passam pela mesma.


